quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sobre 'O ovo e a galinha'

O Sávio me deu o texto para ler, O ovo e a galinha, de Clarice Lispector. Li, achei interessante e contemplei muito. Então eu fiz algumas observações que gostaria de registrar aqui.
Notei sensibilidade da autora diante do ovo. Era uma pensadora criativa, deveras. Compreendo perfeitamente o motivo do texto. O motivo? A inutilidade. A inutilidade de pensar. Pensar não nos é útil. Deixar de pensar não mata ninguém. Mas é lindo o pensar! E me deixa feliz! Esta é a utilidade das coisas inúteis. (E sobre inutilidade, Lygia Fagundes Telles explica mais amplamente neste texto, Inutilidade) Percebo que Clarice me entenderia. (E Lygia também!)
Gostei muito desse texto e o compreendo na mais doce sensibilidade de pensar. Creio, deveras, que este foi um texto do tipo “sem-querer”, surgido ao acaso, de acordo com os pensamentos momentâneos da autora, a partir do ovo.
A questão é: — Como você vê o ovo? Eu vejo o ovo como um futuro-ex-pintinho. Uma futura-ex-galinha (ou galo). E vejo também como comida para outros. Eu não gosto de comer ovo. Se bem que eu gosto de bolo, por exemplo. E para fazer um bolo, precisa-se de ovo. O ovo também serve como óleo hidratante para os cabelos e pode-se fazer até uma máscara capilar, misturando-o com banana e azeite. É uma beleza! ^^ Mas é assim que eu vejo o ovo. Uma vida perdida. Mas uma benção para minhas madeixas.
E será que a mãe desse ovo ficou triste pela sua ausência? Creio que ela nem sequer se lembra de que um dia botou um ovo. Mas vai saber, né!?
Um dia, o Sávio me perguntou: “Quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha?” E eu respondi: “O ovo nasceu primeiro, pois a galinha um dia foi um ovo. Mas acho que a galinha veio primeiro que o ovo. Afinal, quando Deus fundou a Terra, Ele criou Adão e Eva como adultos. Portanto, a Eva na versão galinha deveras já era uma galinha adulta. Então eu posso afirmar com convicção de que a galinha nasceu primeiro que o ovo.” É isso aí!
Finalmente eu estou ficando com sono. \o/ São 4:53 e eu vou dormir pensando no ovo de Clarice, em Clarice, no Sávio, e em depois do amanhecer, e em semana que vem, e no resto do mês (o que envolve outras coisas e pessoas).

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