quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

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Cof! Cof! Cof! Quenza! Quenza! Kkkkkkkkkkkk!!!!!* Saudações, terráqueos! Eu venho de Vênus trazer boas novas sobre Plutão. Kkkkkkkkkkkkkkkk!!!!! Não. Eu não fumei baseado. Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs!!!
Desculpem-me a demora para postar, mas é que depois do texto Estranho jeito de amar eu não tive tempo para escrever no blog, nem tempo para pensar e nem ânimo, pois me aconteceu um monte de coisa depois daquele post.
1º, foi a minha “formatura” (que eu escrevo entre aspas porque eu fui na conferência, mas fiquei pra janeiro em Matemática e Física). Dia 16/12 foi que teve a minha colação de grau. Chamei Dedé, Tia Nêne, a Fifia com o Vidinha, Vovó, Vovô, Mamãe e meu querido amigo Sávio. Mas não estava a fim de convidar meu pai para ir na minha colação. Eu estava antipatizada com ele. Também nem imaginei que ele teria interesse de ir na colação. Eu e Tia Nêne planejamos de depois da colação nós irmos todos pro Buteco do Anésio tomar uma cervejinha. Também nem imaginei que todo mundo ia ficar tãããão feliz com a minha “formatura”. Pois bem. Fifia invadiu minha casa e me acordou. Eu continuei deitada. Depois de um tempinho ela disse que ia embora. Ok. Levantei da cama e fui tomar o meu leitinho. Quando cheguei na cozinha, tinha um monte de cartaz espalhado nos armários, sobre minha “formatura”. Meu pai chegou e saiu sem dizer pr’aonde. Depois resolvi tomar banho. Fui tirar a roupa e meu pai chega com um buquê enorme de flores e disse:
— Tó! Procê.
— Oh!... — respondi perplexa. — Obrigada!
— Depois cê coloca na água pra não murchar.
Fiquei estática, olhando pras flores. E quando fui lhe agradecer, ele já tinha saído. Sentei na cama. Havia um cartãozinho, em meio às flores. E estava escrito assim: “Para minha filha Ana Luiza. Muitas felicidades no dia de sua formatura. Que Jeová te abençôe! De seu pai. 17/12/2010”. Pronto. Abri o bocão a chorar. E quem diz que eu parava? Fiquei muito, mas muito emocionada mesmo. Francamente, eu nunca fiquei tão emocionada nesses meus 18 anos de vida. Esses meus verdes anos. Eu não parava mais de chorar. Fui pro banho assim mesmo. Tomei banho chorando, passei creme chorando e a Dedé chegou. Ela resolveu ir na minha casa cedo, pra ver se eu precisava de alguma ajuda dela (ela é metida a ser minha mãe, afinal de contas foi ela quem me criou desde a separação de meus pais). Chorei, chorei. E ela, preocupada, perguntou por quê que eu chorava tanto (ela achou que eu me pai tínhamos brigado feio). Aí eu expliquei. E ela riu de mim. Riu da cena cômica que rolava no momento. Eu lá, semi-nua, urrando no colo dela. Kkkkkkkkkkk!!!! Daí percebi a cena e fiquei rindo e chorando ao mesmo tempo. Kkkkkkkkkkkk!!!! Mas eu não conseguia parar de chorar. Comecei a ficar ansiosa. Eu queria meu pai e ele não chegava. Dedé ficou me dando colo. Daí eu queria ligar pro Sávio, pois ele é meu amigo do peito e sempre é um bom colo para as minha alegrias e tristezas. Obrigada Sávio! Eu te amo! =) Liguei chorando. E chorei até no telefone. Ele achou lindo isso! Rsrsrsrsrsrs!! Voltei pra casa. Dedé tinha que ir fazer uma prova do Supletivo e saiu com o coração partido de me deixar chorando. Fui fazer as unhas. Botei a água pra ferver e a mão de molho. A água ferveu, fiz uma mão, fiz outra. Esse tempo todo chorando. Quando estava na metade, meu pai chega. Larguei as unhas e andei ligeiro ao seu encontro e lhe dei um abraço.
— Por quê que cê tá chorando? — perguntou ele.
— De emoção! — respondi, em meio ao pranto. — Obrigada pelas flores!
Aí ele entendeu e apertou o abraço. Ficamos mais ou menos meia hora abraçados, ambos chorando. Fazia 1 ano que eu não abraçava meu pai. Um telefonema de um cliente dele nos interrompeu. Percebi que ia demorar e fui terminar a unha. Ele foi ver as flores, que estavam dentro de um balde, em cima da mesa da cozinha. E ficou admirando as flores que ele próprio comprou. Essas flores foram a gota d’água pra eu convidá-lo para ir na minha colação de grau.
— Uai... Você quer que eu vou? — perguntou Papai, perplexo.
— Claro que quero! =D — respondi.
E ele disse que ia. Daí fui resolver minhas coisas e voltei cedo pra casa para maquiar minha colega, Rosa Mirna. Ela é uma menina muito simples e nada vaidosa. Nem furo na orelha pra colocar brinco ela tem! Creio que ela nunca usou nenhum outro tipo de maquiagem a não ser gloss. Passei sombra, blush, gloss cor-de-rosa e pintei-lhe as sobrancelhas. Ficou divina, maravilhosa! Ela também ficou muito satisfeita. Claro! Eu sou artista, né! Eu sei maquiar! ;) Rsrsrsrs!! #convencimento Fomos todos pra colação. Encontrei com todo mundo lá e depois não teve nada de inesquecível. Eu contei sobre o dia da minha “formatura”, foi só por causa das flores. E um dia eu vou escrever uma canção sobre isso...
Depois veio o Natal. Passou o Natal. Fui passar uns dias na casa da Dedé. Tio Hélio e Tia Nêne também. Tio Hélio cortou meu cabelo e fez progressiva. Ele levou consigo um CD de Maria Bethânia, cantando versos de Fernando Pessoa. Nossa! *-* Que lindo que é aquele CD! Pedi pra ele gravar pra mim, depois. E ele nos mostrou com o maior entusiasmo, principalmente pra mim. Nesse dia da apresentação do CD da Bethânia, ninguém teve tanto interesse pelo CD quanto eu. Por isso, tivemos um momento mais nosso mesmo. De tio e sobrinha. Tio Hélio me mostrou uma música e disse pra eu prestar bastante atenção na letra. No final ele disse que se parecia com ele. Eu não lembro do nome da música, mas o eu-lírico dizia que ele é prático e ao mesmo tempo triste, porque quer ser útil. Uma coisa assim. E tinha uma faixa, também, que no começo da música, Bethânia lia os versos de Fernando Pessoa assim: “(...)” Lindo, lindo! Eu me lembro de uma parte de uma música que dizia que coração que nasceu livre jamais é acorrentado. Nessa parte da música Tio Hélio piscou pra mim. Rsrsrs!! Eu peguei o recado e pisquei de volta. Ninguém nada percebeu. Rsrsrs!!
A gente tinha combinado de eu ir pra São Paulo com Tio Hélio. E eu já estava planejando até em me encontrar com Dennis, vocalista das bandas Segundo Inverno e Days are Nights. E eu ia no show da banda Segundo Inverno! Putz! Pois vocês acreditam que numa bela 4ª feira eu recebo um convite pra trabalhar numa livraria? Nossa! Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. =/ Agora eu tô lá na livraria/papelaria, vendendo livros e material escolar. Rsrs!
Eu tô gostando de trabalhar na livraria, apesar da dor nos pés até nas pernas e apesar da existência de Ana Maria, a colega implicante. Além de chata é feia. Tem um corpo esquisito e tatuagem na perna. Parece um javali. Um javali fashion. :P Kkkkkkkkkk!!! A dona do estabelecimento, Abigail, é meia esquisita. 1º que ela nem marcou entrevista comigo. 2º que a gente nunca bateu papo; só trocamos algumas palavras. 3º que é assim: é nós aqui e ela lá no caixa com os filhos. Deve ter uns quarenta e tantos ou cinquenta e poucos. Mas tem cara de vovó. Tem 2 filhas e 1 filho. Uma filha bonita, a outra bonitinha e o caçula é até gatinho também, mas o nariz avacalha sua beleza. Rsrsrsrsrsrsrsrsrs!!! A parte mais legal do serviço é o atendimento. E eu sou uma ótima vendedora! Muitos clientes já me elogiaram e perguntaram meu nome pra me procurar depois. =) Que ótimo! Eu (modéstia parte) realmente sou carismática, cativante, cortês, criativa, sociável e comunicativa — tudo o que um bom vendedor precisa ser. xD A parte chata é quando não há clientes e a gente tem que tentar arrumar os livros (que ficam todos fora do lugar, espalhados nas prateleiras e nos balcões [a loja não tem controle sobre os livros, e organizá-los acaba sendo um desafio impossível de se resolver]) ou etiquetar produtos. De qualquer maneira, são serviços úteis pra quanto chega um cliente e a gente pode receber com mais conhecimento. Por exemplo, eu já sei que a cola grande custa 1 real, a folha de EVA é 1,50, lápis pra passar traço é 1,20, caixa de lápis de cor da Faber-Castell (12 cores) é 11,50 e a da Muticolor (24 cores) é 6,50, agenda de executivo é 16,50, etc. E sei também os livros que existem lá. Por exemplo, os contos de Grimm tem em várias versões e editoras; sobre sexo, há a Enciclopedia da sexualidade, O segredo das gueixas, Manual do sexo; sobre origens de onde viemos, há De onde viemos, De onde eu vim?, Meus primeiros sentimentos, etc; sobre culinária há Receitas de dietas, Comer bem sem colesterol, etc. E temos, também, coleções como Crepúsculo (#vomita), O turno da noite, Histórias de arrepiar e tá pra chegar Harry Potter.
Ai, gente! Vou tomar banho e dormir. Amanhã tenho que levantar cedo pra ir no trampo. E ver os mesmos livros, as mesmas etiquetas, as mesmas colegas, o mesmo pão com manteiga. Mas também darei o mesmo sorriso, receberei os mesmos tipos de clientes e o mesmo valor será creditado no meu salário (com um desconto de R$13,40, por algumas compras que eu fiz ‘=D)
Boa noite, pessoal! Voi la! o/


* Esse trecho eu sei que ninguém entendeu o que é "quenza". Pois bem. Eu explico. Eu estavana casa da Dedé. Daí ela tossiu e eu entendi que ela falou "Quenza! Quenza!". Como eu não sabia o que era "quenza", perguntei pra ela. O fato é que ela não disse nem quenza, nem nada. Eu devia estar "ouvindo vozes". A gente morreu de rir disso e agora toda vez que alguém tosse, eu e a Dedé dizemos "quenza". Kkkkkkkkkkkkkk!!! :P Tá. Eu sei que isso é idiota, mas eu acho legal. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!

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