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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Mulher também é arte!
Domingo retrasado (pois é. Não tive como postar isso naquela véspera, né!) eu apresentei com meu grupo de Teatro a peça Pagando bem, que mal tem?, comédia escrita por Martins Pena e adaptada por Markus Marques, nosso diretor.
Conta a história de Aninha (Lili) que quer casar com Zé (Renato Bessas) e de um juiz corrupto e interesseiro (Renildo) de quem a população simples, preza e respeita muito. Minha personagem era Josefa, a esfregada. Josefa é uma sirigaita hipócrita, casada com o fiel Inácio (Lu). Ela traiu o marido e ele descobriu. Só que, para contornar a situação, ela disse que foi estuprada pelo seu amante (Ailton) e eles vão resolver o caso com o Juiz.
Realmente a peça foi muito engraçada, porém muito apelativa também. Pelo menos a minha parte, apesar de eu ter feito uma sirigaita, não tive que apelar em nada e mesmo que assim fosse, eu não apelaria. Sim. O público gosta de piadas sobre sexo. E o diretor exagerou bastante nisso. Eu acho que colocar uma bobagem aqui, outra ali e usar sutileza, não tem problema. Mas deixar a peça toda assim e escrachada, fica vulgar. Eu participei, porque o ator não pode escolher como vai ser tudo. O ator não escolhe. Ele simplesmente faz e acontece. Só não faz algo que realmente vai contra os princípios do seu próprio ser. A Josefa não disse nem fez nada de mais. Não achei problema em encarná-la. A Josefa é a Josefa e eu sou eu. Eu fui apenas uma encarnação dela.
Mas teve uma coisa que eu realmente fiquei um pouco indignada, principalmente depois de ter discutido a peça com o Carlos. Gregório, o amante de Josefa diz: “E muié é tudo igual, é! Todas têm chavasca, xibiu, xereca, barata, anaconda...” Ou seja; segundo “Gregório”, as mulheres são todas iguais. As mulheres são apenas a “chavasca”. Pois eu discordo! Mulher não se resume só em chavasca. E como dizia o poeta, “mulher foi feita para amar, para sofrer pelo seu amor e pra ser só perdão.” A mulher é profunda (em todos os sentidos). A mulher é sensível e também sofre por amor. Não é só chavasca.
Existem mulheres de todos os tipos. Loucas, safadas, santas, tadinhas, hipócritas, autênticas, doentes, feias, bonitas, velhas, jovens, ciganas, etc. Mas todas têm certa dignidade, todas têm sentimentos e todas são seres humanos inteligentes assim como os homens. Nós, mulheres, vamos muito mais além do que outras coisas. E nós também pensamos, estratejamos, filosofamos. Cada uma com o sua cabeça própria, como condiz com seu próprio ser.
Não quero ofender ninguém. Só quero expressar meu modo de pensar e me defender em nome de todas as mulheres do mundo.
As pessoas estão muito ignorantes e sujas. Pensamentos sujos e mesquinhos. Isso é um fato muito grave. O Romantismo acabou, ninguém mais sabe o que é Expressão e Sentimentalismo, a Sensibilidade padece. A Arte vai se perdendo até mesmo em palcos de teatro. Isso é muito triste!
Eu tenho muita vontade de resgatar essa Sensibilidade do ser na Arte. Eu preciso conviver com a Arte pura, de alguma forma. Tentar acabar essa imundície da decadência em que o mundo se encontra.
A Arte não deve ser banalizada. Isso é um pecado! A Arte deve ser sentida e compreendida. E Mulher também é arte!
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