Semana passada, dias 28 e 29 foram os melhores capítulos da novela Amor e revolução (SBT, 2ª a 6ª, 22:40 hs). O romance só serviu de plano de fundo. O que protagonizou a novela nesses dias foi a ação, o movimento. O movimento estudantil. Sim, minha gente. Houve batalha na novela. Eu fiquei maravilhada com a cena que teve! *-*
Março de 1968. Jovens de todo o país decidem ir pro Rio de Janeiro a fim de fazer uma manifestação protestando contra os preços e a qualidade dos alimentos do restaurante universitário, Calabouço. Eles vão pra rua com toda aquela fúria juvenil que tinham os jovens naquela época. A polícia e os militares vão reprimí-los. Os jovens estavam furiosos. Havia cartazes revoltantes, típicos daquele tempo como 'Abaixo a ditadura covarde!'. A oposição permanecia fria e quieta. Os jovens chegam cada vez mais perto, provocando a Direita. Eles têm a voz forte e parecia querer engolir seus inimigos. Os milicos se revoltam e vão marchando de escudo e cacetete. Um policial joga gás lacrimogêneo e o povo se afasta. Exceto Edson Luiz (18 anos), que ficou meio tonto e confuso com aquilo. Ele ficou solitário no meio da rua. Na sua frente, a oposição. Atrás, seus companheiros tentando se reorganizar.
— Mostra pra eles que manda. — disse o militar Filinto ao seu colega.
O milico concordou e olha para Edson com olhos de malícia. (Tudo em câmera lenta) Ele mira o revolver no rapaz... e atira. A bala atinge seu peito. Ele assusta. O sangue, vermelho, escorre-lhe no peito. Edson olha para o assassino principal , com olhos de piedade. O assassino continua com seu olhar cruel. Filinto sorri, satisfeito. É então que os jovens notam o que aconteceu e correm para tentar salvar o moço. (Toca Menino , com Milton Nascimento)
Nossa! Fiquei toda arrepiada! Quase chorei.Um moço tão novo, tão bonitinho, morrendo assim. E quanto outros milhões de moços e moças morreram assim, lutando pela liberdade! E como os jovens daquela época eram interessantes! Gente da minha idade, batia de frente contra o governo, escrevia textos lindos, faziam músicas maravilhosas, se envolviam com política, se interessavam mais em assuntos de filosofias, política e lutas... Não quero nem lembrar que eu sou da geração de 90. Jovens supérfluos; que só pensam em festas, sexo e bebidas. Não gostam de escrever e por isso não valorizam a Eduacação. Não conhecem Che Guevara nem Platão. O que eles gostma mesmo é de aparelhos eletrônicos de última geração, música de baixa qualidade e status. E nem ligam se a economia está caindo, se os políticos estão cumprindo seus deveres, se a qualidade das coisas está da melhor, etc. Seus pais também não os educam o bastante. É por isso que quando crescem, se tornam suopérfluos. E eu vivo nessa geração. Quando lembro disso, me sinto indignada e me deprimo. Eu fico muito triste com isso. É sério! Essa situação é muito preocupante.
Tenho medo do futuro. Medo desses jovens. Medo das crianças precoces. Medo da Sociedade. Eu não queria viver nessa época. Também não queria isso pros meus descendentes. Fazer o quê.
Enquanto houver Capitalismo, não vai haver Poesia.
Assistam ao vídeo deste capítulo de que falei. Vale a pena!
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