Aqui estou escrevendo o texto que estava devendo desde semana retrasada. Podem me bater. Eu mereço. Rsrsrs
Sábado retrasado foi um dia maravilhoso! 1º porque eu encontrei a Aurora que existe dentro de mim. Aurora (ou melhor, "Orora") é a personagem da peça que eu estou fazendo, O Santo Milagreiro. E eu custeeeei encontrar essa velha dentro de mim.
Depois do Teatro, eu encontrei com o Sávio e o Edinho. A gente ficou batendo papo até eles irem embora. Precisavam levar umas comidas pra casa, sabe.
Às 19 horas tinha uma apresentação do nosso Circuito Teatral, na oficina de Teatro, Neac. Mas eu era só mesmo uma espectadora, nesta peça. Se é que aquilo poderia ser chamado de "peça". Eu estava acompanhada do Sávio e do Edinho.
O importante é que nossa emoção sobreviva! é um espetáculo fantástico, maravilhoso e inusitado! *-*Nós chegamos e, o cenário (ou melhor, a decoração) era mara! Minha cara! As paredes da nossa oficina são todas pretas, com exceção da parede da frente e a de trás que dá no camarim, são brancas. As cortinas também são pretas. Eles fizeram 2 painéis brancos com desenhos abstratos feitos de tinta laranja fluorescente. Acima, havia fitas laranja fluorescente. No palco, rodas de carro, também pintadas de laranja fluorescente. A luz era negra! Muita gente não sabe como é a luz negra. Eu, por exemplo, até então também não conhecia. É muito simples! É só pintar a lâmpada fluorescente (aquelas de luz branca que economiza energia) de preto. Aí o ambiente vai ficar todo escuro. O que dá pra enxergar são só as cores arregaladas, que ficam mais arregaladas ainda. E a cor branca fica azul fluorescente. *-* Um efeito lindo! Faça isso em casa! #ficaadica
Mas não era só isso. Os atores estavam, como estátuas, espalhados pelo espaço, vestidos de preto e com uma lanterninha colorida iluminando o rosto. E a gente ficava andando, esperando por alguma coisa.
Foram uns 5 minutos de tédio. Daí tocou a sirene que é pra começar o espetáculo. E, subitamente, os atores começaram a andar como zumbis. Foi um susto! E uma música medonha tocava...
O texto fala sobre música e comportamento desde 1960 até hoje. Como o mundo mudou. O Brasil.Falaram como os artistas eram tratados na Ditadura, o Movimento Hippie que pregava paz e amor, a onda do ficar (envergadura moral), a melancolia dos undergrounds e a decadência geral do começo do século XXI. Faziam encenações sobre os temas e depois acendiam luzinhas coloridas que bailavam no espaço conosco, transformando o ambiente em discoteca, tocando as músicas do tempo retratado.
Entre palestras e encenações. Mistura de teatro com documentário e discoteca. Me embriaguei de alegria! Foi mágico! Parecia o País das Maravilhas! *-*
E por falar em País das Maravilhas, sabe quem eu encontrei lá? A Alice! Tímida e deslocada, no meio de um bando de loucos. Chamei-a pra dançar. E eu estava muito eufórica, cheia de graça e energia. Eu era a mais louca dos espectadores.
Achei muito bacana a integração atores/espectadores. Teve uma hora que os atores começaram a abraçar todo mundo, provocando nas pessoas abraços entre si. Eu abracei gente que nunca vi na vida! Depois apareceu uma menina mascarada com roupa de palhaço, jogando papéis e estrelas no ar. Nos papéis havia uma mensagem: "VAMOS DIZER SEMPRE E COM MUITA VERDADE: EU TE AMO! NÃO IMPORTA A QUEM DIZER. O QUE IMPORTA MESMO É O AMOR!"
Acabada a apresentação, eu subi a rua com a Alice. Ambas estávamos radiantes.
— Isso é melhor que vodka! — afirmou Alice, cheia de alegria.
Com certeza! E melhor que muitas boates. Garanto!
Fui no Bar do Veto encontrar com a minha tia, Dedé, e seu namorado. Dividi minha alegria com eles e com a cerveja. Saindo do bar, vi um gato preto. E eu sou fascinada com gatos! Chamei o bichinho e ele veio mansinho pro meu colo. Levei pra casa. Dedé reclamou muito, mas eu usei a arte de ignorar e a desculpa de embriaguez. E o bichano é una vera gata! Una veríssima gata! Dócil e atroz, ao mesmo tempo. Dei-lhe o nome de Petruska.
Pra completar minha felicidade, só faltou as ilustres presenças de Carlos, Valentine e Henrique. O problema é que os 3 moram em outra cidade.
Mas "o importante é que nossa emoção sobreviva!" Tem também que eu estou perto da minha Criança Interior. Perto de mim mesma...
Acesse também o meu currículo artístico!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
"O importante é que nossa emoção sobreviva!"
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