Eu estava sossegada no meu quartinho, quando ouço um barulhinho estranho. Imaginei que tivesse um inseto em meu quarto. Uma barata. E eu tenho pavor de barata. "Não!", tentei consolar-me. "Pode ser um barbeiro. Daqueles que a gente mata e a casa inteira fica fedendo." O barulhinho repetiu. Acendi a luz (eu estava deitada, na escuridão do meu querto bagunçado). Acontece, que eu até consigo manter a casa em ordem. O problema é o quarto. Não sei por quê. Então, a minha cama fica cheia de roupas e o chão cheio de outras coisas. Por exemplo, agora tem o quê no chão: mochila, bolsas, lixa de pé, necéssaire, sapatos, papéis, revistas de moda, sacolas, livros, embalagens de produtos, etc. Mas voltando ao barulhinho, eu fiquei atenta até a criatura aparecer. E era una vera cucaracha! Dei um berro. A filha-da-puta correu pra debaixo da minha cama. O pior de tudo, é que eu estava sozinha em casa! O_O' PUTA QUE PARIU! Eu não sabia o que fazer. Não tinha inseticida. Fiquei apavorada. Olhei em baixo da cama. Lá estava ela. Aquele ponto preto no canto da parede.
Papai tinha ido ao supermercado. Liguei pra ele. Estava sem créditos e eu também. Eu precisava de um jeito de matar a desgraçada, sem precisar chegar muito perto. Liguei pra Vovó. Telefone ocupado. Liguei pra Mamãe. Sem créditos. Tive que apelar pros amigos. Sávio, Jéssica, Henrique, Valentine, Vilsinho e até o Dennis! Nenhum deles atendia. Liguei pra Tia Nêne e pro Tio Hélio. Nada. Desesperei. "Meu Deus!", pensei. "Como vou fazer quando eu morar sozinha?" Liguei pra Vovó de novo. Aleluia! Ela atendeu. Expliquei a situação. Ela morreu de rir e tentou me acalmar. Acontece, que eu não queria que ela me acalmasse. EU QUERIA UMA SOLUÇÃO, POXA! Não adiantava. Ela queria me acalmar. A Jéssica ligou, retornando. Expliquei a situação. Ela morreu de rir. Tá, gente! Eu sei que é engraçado. Mas eu tenho pavor de barata! É um bicho MUITO NOJENTO! EU ODEEEEEIO BARATAA!! >_<' Jéssica sugeriu eu matar com chinelo. Impossível. E se ela voasse em mim? Vovó tornou a ligar. Ela sugeriu ela mesma ligar pro meu pai (já era pra ter feito isso sem me avisar, né gente? ¬_¬'). Ok! Aí ela queria confirmar se o número que ela tem é o dele mesmo. AAAAAAAAAAAHHHH!!!!
— CLARO QUE É, NÉ VOVÓ! LIGA PRA ESSE NÚMERO RÁPIDO!
Quê isso, gente! Tá testando minha paciência? Ela ligou e eu atendi o telefone:
— Vovó, o Papai largou o celular em casa. ¬_¬'
Aí ela deu um monte de explicações sobre baratas. Eu queria conversar com a Jéssica. Pelo menos, era mais divertido. Encerrei o papo com a Vovó, concordando com tudo que ela dizia. Resolvi ir na vizinha pedir veneno. Ela e deu um de misturar na água e passar no chão, com o rodo. "Legal". Tinha uma muvuva na chão. Os outros vizinhos não tinham veneno. O jeito foi usar aquele mesmo. Só no outro dia, a barata amanheceria morta.
Nisso o meu pai herói chegou. GRAÇAS A DEUS! \o/ Lá vai ele matar a barata. A égua sumiu. ¬_¬' Aí ele resolve me dar uma palestra sobre arrumar o quarto. Resolvi usar o veneno da vizinha.
Beleza. Toquei violão, tomei banho, fiz o meu ritual pós-banho, li 2 capítulos de A bruxa de Portobelo e fui dormir.
O barulhinho de novo. É a ordinária andando por entre as sacolas espalahadas pelo chão. Acendi a luz. Fiquei procurando a dona do barulho. Lá estava ela — em baixo da penteadeira, envolvida numa embalagem de absorventes.
— PAPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIII!!!!!!!!!!!!
Lá vem ele, com o chinelo. A ordinária some de novo. Ele olhou mais. Não a viu.
— Quer um conselho?
— Eu sei o conselho que cê vai me dar... e_e'
— Arruma o quarto, tira essa bagunça, blábláblá...
— Ahan, Cláudia! Senta lá! e_e
Aí ele ficou apontando aonde tinha lixo e disse que meu quarto é um lixão. Tá. Mentira ele não falou.
Fiquei sentada na cama, vigiando a barata. Fiquei uns 5 minutos. Até escutá-la novamente, em baixo da cama. Eu vi e ela saiu correndo do meu quarto.
— GRAÇAS A DEUS! — clamei. — PAPAAAI!!! EU SEI QUE CÊ VAI M XINGAR, MAS A BARATA SAIU DO MEU QUARTO!
E eu não queria que ela voltasse. '=D
O velho começa a me xingar, mandando eu dar sossego e limpar o quarto e blábláblá.
— Me xinga depois! Fica de olho na barata! — adverti.
Aí ele olhou e achou-a no banheiro. Deu uma chinelada, mas a danada enfiou num lugar aonde o chinelo não ia. Papai pensou um pouco, olhando pra ela e pediu meu desodorante. E não é que deu certo?! A barata morreu entoxicada pelo desodorante aerosol. =D
Portanto, quando faltar inseticida, espirre desodorante aerosol. Dove — para axilas suaves e lindas para baratas mortas com o seu sossego de volta. xD
Agora o velho tá dormindo e eu tô escrevendo que nem barata.
Agora, vou dormir em paz sonhar com invasão de baratas. Oo'
Acesse também o meu currículo artístico!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
La cucaracha ordinária
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Que ridiculo, quando vc não tiver nda de interessante pra escrever é melhor não postar nada, vc não acha?
ResponderExcluirMedo de barata ! aff
Linda, um belo texto e eu discordo sistematicamente do comentário acima. um blog é para textos pessoais e liberdade de expressão, então voce escreve para o que estiver a fim de escrever. Sem amarras nem porra nenhuma. respeito a opinião dela, mas a minha é bem diferente. continue escrevendo. Beijo
ResponderExcluirRidículo o comentário da Marta.
ResponderExcluirMas sobre o seu post, MUITO engraçado, eu amei *-* Haha, eu tbm tenho medo de barata, quando uma começa a andar no meu quarto eu subo em cima da cama e grito até minha voz acabar.
Beijo linda :*