segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vidas sintéticas

Clemente Dutervil


“De volta à civilização
Em Babilônia, de volta à insônia, de volta à volta
Voltando estou
Com suas mil luzes e sua magia que nos encanta
E espanta os animais
No fim da estrada eu vejo uma entrada e ali parada uma mulher
Te seduzindo, suas belas pernas, sai das cavernas modernas
Aonde se esconde o tesouro da vida?
Num berço de ouro...
Veja se abraça circo telas de computador


Vidas sintéticas
Sintéticas...


Seres sem ética oferecendo pão com catarro na beira da estrada, dentro de seus carros
São quase inatingíveis
Se quiserem alcançam a lua!
A lua!
Mas preferem a certeza de suas gaiolas
Porque tanto rancor se é tão fácil perdoar?
E porque tanto ódio se somos todos irmãos?
Todos irmãos!


E engole-se qualquer merda tampe os olhos e ouvidos nas rádios e música enlatadas
Não significam nada! Não falam sobre porra nenhuma!
E na televisão a mídia prega sobre o boneco imperfeito da civilização
O qual todos devem seguir e pagar caro
E é o que acontece!
E fazem você acreditar que eu posso quanto não comprar, comprar, comprar, comprar, comprar, comprar, comprar!
‘Compra agora!’


Vidas sintéticas
Sintéticas...


Vidas sintéticas
Sintéticas...”

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