Dedico esse post ao meu 1º namorado (que infelizmente ou felizmente ainda amo).
Estou aqui na sala escura, escutando músicas melódicas de Raulzito. Panteras. “♪ Olho para o mundo, fico a imaginar toda a incerteza que a vida nos dá quando se tem que amar... ♪” Ai, ai... Que fossa! :P
Tsc! Tsc! Tem coisas que não dá pra entender mesmo. Eu não entendo esse negócio de “amor”, “paixão”, etc. Esse negócio de “beijo” também é um trem esquisito. Tipo, meu 1º beijo foi fantástico! *-* E olha que ele foi tão à toa...! Meu 1º beijo foi a coisa mais simples do mundo: um selinho! Que graça que tem selinho? E eu fiquei toda trêmula e derretida depois desse selinho. Meu corpo todo ficou gelado! Choquei! Pra mim foi a coisa mais sensacional do mundo! Talvez porque foi meu 1º beijo. Talvez porque eu era uma guria muito pura, mais santa do que doida.* E talvez porque foi numa pessoa que eu realmente amava. E como ainda amo! TT Nenhuma boca teve tanta graça quanto a boca daquele bruxo do 1º beijo. Aquele bruxo que me enfeitiçou e me transformou. Como choro ainda por esse diabo! Rsrsrsrs!!
O amor é uma droga! AAAH!!! Vou começar a frequentar o Narcóticos Anônimos. Pirei. Hormônios em fúria. Hormônios e sentimentos. Sentimentos e lágrimas. Pirei. Cadê o bruxo poeta das minhas noites mágicas sem sono? “Um dia [ele] partiu: partiu mas deixou-me os lábios ainda queimados dos seus, e o coração cheio de gérmen de vícios que [ele] aí lançara. Partiu. Mas sua lembrança ficou como o fantasma de um mau anjo perto de meu leito.”
Depois do 1º amor a gente nunca mais é o mesmo. A gente fica bobo, patético, tolinho, cego. Aí quando acaba tudo, a gente continua assim. Só que fica pior. Porque além de bobo, patético, tolinho e cego a gente ainda vira emo e fica chorando por qualquer musiquinha que toca, qualquer esquina nostálgica, qualquer crepúsculo, qualquer poema de amor, qualquer coisa. Ás vezes é até gostoso ficar assim. “♪ Sofrer de amor só me deixa feliz... ♪”
Foda é quando chega algum adulto que se julga sábio demais a ponto de compreender meus sentimentos, com coisa que essa pessoa tá na minha pele pra saber e entender a situação, e diz: “Isso é fase! Vai passar! Não é amor, é paixonite! Adolescente não ama!” Etc. Tá. No começo eu pensava que talvez eles até tinham razão. Agora eu penso que talvez não. Bem, a palavra “talvez” quer dizer uma coisa não definida. Quer dizer sim ou não. E nos lembra de sorte. Mas se é amor mesmo ou paixonite, eu penso que só o Tempo é que vai dizer. Tô esperando a resposta do Tempo... O Tempo. Aquele cara chato que “N zomba do quanto eu chorei, porque sabe passar e eu não sei... (...) Respondo que ele aprisiona, eu liberto. Que ele adormece as paixões, eu desperto. O” Mas de mim, ele não desiste e ainda continua fazendo escárnio da minha pessoa. Porque eu ainda não mudei de fase. Tô procurando a saída, mas não acho. Ao mesmo tempo que procuro a saída, procuro o sujeito amado. Ao invés de me ajudar, o Tempo me critica. O Tempo e os adultos (incluindo meu pai). Sou apenas uma pobre aprendiz da vida...
* Santa eu era. Mas maluquete sempre fui. Eu era uma santa maluquinha. :D
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terça-feira, 25 de maio de 2010
D(...), ainda te amo!
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