terça-feira, 25 de maio de 2010

D(...), ainda te amo!

Dedico esse post ao meu 1º namorado (que infelizmente ou felizmente ainda amo).


Estou aqui na sala escura, escutando músicas melódicas de Raulzito. Panteras. “♪ Olho para o mundo, fico a imaginar toda a incerteza que a vida nos dá quando se tem que amar... ♪” Ai, ai... Que fossa! :P
Tsc! Tsc! Tem coisas que não dá pra entender mesmo. Eu não entendo esse negócio de “amor”, “paixão”, etc. Esse negócio de “beijo” também é um trem esquisito. Tipo, meu 1º beijo foi fantástico! *-* E olha que ele foi tão à toa...! Meu 1º beijo foi a coisa mais simples do mundo: um selinho! Que graça que tem selinho? E eu fiquei toda trêmula e derretida depois desse selinho. Meu corpo todo ficou gelado! Choquei! Pra mim foi a coisa mais sensacional do mundo! Talvez porque foi meu 1º beijo. Talvez porque eu era uma guria muito pura, mais santa do que doida.* E talvez porque foi numa pessoa que eu realmente amava. E como ainda amo! TT Nenhuma boca teve tanta graça quanto a boca daquele bruxo do 1º beijo. Aquele bruxo que me enfeitiçou e me transformou. Como choro ainda por esse diabo! Rsrsrsrs!!
O amor é uma droga! AAAH!!! Vou começar a frequentar o Narcóticos Anônimos. Pirei. Hormônios em fúria. Hormônios e sentimentos. Sentimentos e lágrimas. Pirei. Cadê o bruxo poeta das minhas noites mágicas sem sono? “Um dia [ele] partiu: partiu mas deixou-me os lábios ainda queimados dos seus, e o coração cheio de gérmen de vícios que [ele] aí lançara. Partiu. Mas sua lembrança ficou como o fantasma de um mau anjo perto de meu leito.”
Depois do 1º amor a gente nunca mais é o mesmo. A gente fica bobo, patético, tolinho, cego. Aí quando acaba tudo, a gente continua assim. Só que fica pior. Porque além de bobo, patético, tolinho e cego a gente ainda vira emo e fica chorando por qualquer musiquinha que toca, qualquer esquina nostálgica, qualquer crepúsculo, qualquer poema de amor, qualquer coisa. Ás vezes é até gostoso ficar assim. “♪ Sofrer de amor só me deixa feliz... ♪”
Foda é quando chega algum adulto que se julga sábio demais a ponto de compreender meus sentimentos, com coisa que essa pessoa tá na minha pele pra saber e entender a situação, e diz: “Isso é fase! Vai passar! Não é amor, é paixonite! Adolescente não ama!” Etc. Tá. No começo eu pensava que talvez eles até tinham razão. Agora eu penso que talvez não. Bem, a palavra “talvez” quer dizer uma coisa não definida. Quer dizer sim ou não. E nos lembra de sorte. Mas se é amor mesmo ou paixonite, eu penso que só o Tempo é que vai dizer. Tô esperando a resposta do Tempo... O Tempo. Aquele cara chato que “N zomba do quanto eu chorei, porque sabe passar e eu não sei... (...) Respondo que ele aprisiona, eu liberto. Que ele adormece as paixões, eu desperto. O” Mas de mim, ele não desiste e ainda continua fazendo escárnio da minha pessoa. Porque eu ainda não mudei de fase. Tô procurando a saída, mas não acho. Ao mesmo tempo que procuro a saída, procuro o sujeito amado. Ao invés de me ajudar, o Tempo me critica. O Tempo e os adultos (incluindo meu pai). Sou apenas uma pobre aprendiz da vida...




* Santa eu era. Mas maluquete sempre fui. Eu era uma santa maluquinha. :D

Nenhum comentário:

Postar um comentário