Olá internautas! Finalmente a minha escola lançou O Pergaminho, jornal da escola! E o meu amigo cronista, Daniel Solespla escreveu 2 de suas crônicas pra colocar no jornal. E como prometi a ele, resolvi postar suas crônicas no meu Mundo Particular.
Abaixo está uma crônica que é a minha cara. Bem, pelo menos na minha opinião, a história em si não é muito interessante; mas o que Daniel quer passar pra gente, é muito legal!
Louca Realidade
"Como sempre o sino toca. Josias levanta calmamente e recolhe seus pertences: caderno, lápis, caneta, alguns livros escolares. Apanha ainda o livro que está lendo há alguns dias. Calado e com uma calma não vista antes, sai caminhando lentamente da escola onde estuda.
Josias ascende um cigarro, fazendo seu papel de jovem 'rebelde'. Olhando mais uma vez para o livro que está sendo lido ultimamente, suspira e, sem vergonha dos demais transeuntes, cheira-o, tendo um imenso prazer.
Mudando subitamente de direção, passa a caminhar pela rua mais movimentada de sua cidade. Olha, admirado, as pessosas que passam por ele, não entendendo e entendendo a sua maneira, como podem mentir para si mesmos, fingindo estarem contentes, fazendo o que não querem fazer.
Num ímpeto, pára, abaixa-se e se senta no meio da calçada, não se importando em atrapalhar algumas pessoas que vinham, atrás. Ele olha para a rua. Retornando a tranqüilidade com que chegara, abre seu livro e põe-se a lê-lo.
As pessoas que por ali passam, sem entender, olham, e tocando umas nas outras, riem e comentam sobre o estranho rapaz sentado na calçada que, calmamente, lê sem se abalar com os passantes.
Uma equipe de reportagem que coicidentemente, filmava e entrevistava algumas pessoas a poucos metros dali, fica sabendo sobre o jovem, que inexplicavelmente lia, sentado no passeio. Foram em direção ao rapaz que estava concentrado em sua leitura.
Chegando onde se encontrava Josias, pediram liceça e perguntaram com a câmera ligada, por que o rapaz decidira ler em uma rua tão movimentada, sentado na calçada se sujeitando a risada alheia.
Deitando-se no chão, Josias respondeu:
— Precisamos fazer coisas diferentes todos os dias, ou nos tornaremos louco (alienados). Passaremos a ser escravos de um padrão imposto. Grande parte já se tornou. Eles não estão rindo de mim, riem de si mesmos. Tome, — disse, entregando o livro à moça. — já terminei. Agora seja você mesma."
Muito bacana o último parágrafo, né?! Pois é, gente! "Quem nunca foi louco, nunca foi sábio."
A próxima crônica é bem mineirinha.
Senhor Cê
"Em uma viagem as Minas Gerais, descobri um homem que, por certo, é mais conhecido que o presidente da república. Para ser sincero não cheguei a vê-lo péssoalmente, mas todos, sem exceção, conhecem o senhor Cê em Minas.
Eu andava sereno pelas ruas de Ouro Preto, linda cidade, quando, pela 1ª vez, ouvi falar sobre o tão conhecido senhor:
— Cê vai lá em casa? — Perguntou sorrindo uma senhora, que passava pela rua.
— Não sei se será possível! — Respondeu a jovem, educadamente, para a senhora.
Atinei de imediato que esta era secretária, ou em cargo diferente, trabalhava para o senhor Cê. Certeza não tenhjo, se é nome ou apelido, mas pelo fato de ser conhecido por todos, sei o quão importante é.
Pelo que ouvi, deu-se a perceber que falam, mas têm dúvidas a respeito do popular se nhor Cê.
— Cê é rico!
— Cê mora longe!
— Cê é pobre!
— Cê mora perto!
Com curiosidade em conhecer o famoso senhor, me arrisquei a perguntar a algumas pessoas, fatos que poderiam me levar a ele. Fui até um armazém, e, me dirigindo ao comerciante, perguntei onde Cê morava.
— Não é da sua conta.
Perguntei a uma senhora, que estava sentada no meio-fio, se conhecia o Cê.
— Sim, muito bem.
Perguntei se sabia onde Cê morava. Disse saber, porém não quis me dizer onde Cê morava.
Não obtive sucesso em conhecer, em pessoa, o misterioso senhor Cê. Cheguei à conclusão que todos queriam protegê-lo.
Volto para casa, contente, por saber que pessoas como o senhor Cê também fazem parte da magnífica linha da história.
Para as mulheres que acharam interessante o distinto senhor, digo que é casado, pois ouvi diversas vezes dizerem:
— Cê casou!
Sem sombra de dúvidas senhor Cê é muito especial em Minas."
Nesta última crônica, Daniel mostrou a simplicidade mineira de uma foram bem original. Só nós, mineiros, conseguimos entender plenamente esta crônica.
Pois é! Desde que conheci Daniel, fico feliz em saber que não estou sozinha no mundo. Ainda existem vários adolescentes intelectuais espalhados por aí!
Daniel, desejo-lhe muito sucesso! Invista nessa sua carreira de escritor e, com certeza, terá muito sucesso!
Beijos e queijos pra todos os internautas!
Obrigado, fico feliz por saber que tenho uma amiga assim... tão você. Moça você é especial.
ResponderExcluirÀ propósito, é chato e comum ser normal. Para que isso? Já tem gente cumprindo com este papel absurdo.
Aiiii o Amor.! s2
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